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sábado, 24 de dezembro de 2011

Politicamente Incorreto


Já aviso logo que hoje estou escrevendo com a “macaca”, e, portanto, se fores continuar a leitura, a responsabilidade é toda sua (adorava o Machado de Assis quando ele fazia isso, colocava a culpa no leitor por se atrever a continuar a ler seus textos, e depois ainda dizia “eu bem que te avisei pra não ler isso”).


Mas gente, fala sério, estou de saco cheio do politicamente correto. NÃO AGUENTO MAIS!!! Não se pode falar mais nada, nem contar uma piada, sem temer tomar logo um processo por racismo ou discriminação sexual. Vejam bem, não estou aqui a fazer apologia a qualquer tipo de discriminação ou preconceito, nem a defender o Jair Bolsonaro. Acho inclusive que ele deveria ter sido preso pelas declarações que deu como homem público, e que revelam o íntimo do horroroso ser humano que ele é, mas porra, a coisa tá difícil. Hoje em dia, absolutamente tudo é politicamente incorreto. Não dá nem pra contar uma piada. Se você expressa alguma opinião que, de alguma forma, é divergente do que é considerado como correto pelo senso (ou será contrasenso) comum você é logo taxado de reacionário, racista, homofóbico ou sexista. E o pior é que tem sempre uma ONG que vai passar a infernizar a sua vida simplesmente por que você contou um causo lúdico, pitoresco e com conotação humorística envolvendo um amigo seu, afrodescendente, carinhosamente apelidado de NEGÃO e que... Pronto, pode parar. Falou NEGÃO, é racismo.

- “Mas cara, nem lembro mais o nome dele, todos sempre o chamaram de Negão. Desde que conheço ele há 37 anos, sempre foi o Negão. Acho até que nem o Negão. lembra mais do próprio nome, já se assina Negão mesmo, e pronto.
- Azar, não interessa, falou Negão, é racismo!”

E tome ONG a encher seu saco. É capaz até de sair na televisão. Ah, e antes que algum engraçadinho venha aqui fazer piada dizendo que estou com saudades do NEGÃO, aviso que é melhor pensar duas vezes, porque vai estar escrito e meto-lhe logo um processo por discriminação sexual e uma ONG anti-homofobia em cima, ouviram! E ainda passo a fazer campanha denegrindo sua imagem no Facebook, seu racista machista homofóbico antisemita desgraçado.

Querem um exemplo do que estou falando. Leia o artigo do link abaixo, publicado na BBC de Londres (gente, é a BBC de Londres, e não a globo.com).


Primeiro que o cara escrever, e depois, achar alguém que se disponha a publicar, um livro analisando a sociedade dos Smurfs, caramba “véio”, vou te contar! Esse cara deve fazer pós em filosofia (lá vem a ONG de novo falar em discriminação contra a área de humanas). Pelo amor de Jah, os Smurfs são só um desenho! Feito pra crianças! O Gargamel não é Judeu, o Papai Smurf não é comunista, e a Smurfete não é um símbolo sexista representativo do ideal de beleza ariano. Aliás, alguém duvida de que, caso não exisitisse uma Smurfete no desenho, iria aparecer alguém falando que o desenho é sexista por não representar nehuma personagem do sexo feminino. Cara, vai arrumar um trabalho sério e para de ficar falando besteira.

Segundo que, não importa o tamanho da asneira que o indivíduo escreva ou fale, tem sempre algum pesudointelectual pedante (né, Pedro Bial) disposto a repercutir a babaquice aos quatro ventos, travestida em trajes de grande sabedoria. Já dizia o sábio, todo idiota sempre encontra alguém mais idiota a ponto de segui-lo. Daí a polêmica ao redor do livro, que, vamos analisar, é um excelente meio de divulgação para o mesmo, não é? A Maddona é que era mestre em fazer isso com a Igreja Católica. Era só começar a sumir na mídia, que ela logo dava um jeito de ser “crucificada” no palco ou pintar um crucifixo na capa de um disco, e lá vinha a Igreja ameaçá-la de excomunhão. Pronto, todos os jornais do mundo noticiavam o fato, e lá estava a Maddona na capa de todas as revistas. Jogada de mestre! Não consigo deixar de pensar que a própria Igreja deveria levar um “por fora” no negócio, senão, pra que dar tanto IBOPE pra moça. Não era mais fácil simplesmente ignorar, como a gente faz com criança birrenta, e deixa-lá se afundar no esquecimento? Mas chega, que já estou me desviando do assunto.


Bom, enfim, já desabafei.

Abraços

Kid Porcão.

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